21
Jan 13

"Se um banco é grande demais para falir, ele é grande demais para ser privado"

Tenho imensas dúvidas que a dívida que hoje temos em mãos, seja mesmo pública, isto é, desgraçadamente há quem afirme categoricamente que cada cidadão usufrui em média muito mais do que o paga, algo que, não me parece justo dizer.

 

Num país onde o rácio custo/benefício entre o que se paga ao Estado e o que dele se recebe é tão grande negativamente, como é possível a retórica dominante contra o Estado Social?

 

Como se as parcerias publico-privadas, os escândalos financeiros, as derrapagens, os desvios e claro, a impunidade, não fossem a esmagadora maioria da dívida "pública".

 

Aconselho a assistir à seguinte entrevista:

 

publicado por Virgilio Alves às 16:53 | comentar | favorito
24
Out 11

O dogma do risco do capitalismo

Desde a revolução industrial, iniciada durante o século XVIII em Inglaterra, que o principal sistema económico da idade moderna tem vindo a ser desenvolvido com base no dogmatismo pragmático do risco económico e na orientação prática em torno do binómio risco-rentabilidade, donde quanto maior for o risco maior a rentabilidade e, por consequência, maior a probabilidade de falhanço do investimento inicial. Este princípio está intrinsecamente ligado à convenção de que a remuneração do capital está intimamente ligada ao coeficiente de risco da opção tomada, por conseguinte a prática generalizada é a de que quem tem mais capital estará mais predisposto a correr riscos financeiros e aqueles que não o possuem estão confinados à baixa rentabilidade. Isto porém em termos excessivamente académicos e que não levam em conta factores de ordem ética, social e política.

 

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publicado por Virgilio Alves às 23:53 | comentar | favorito
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