Hegemonia alemã ou o fim da União Europeia

Sobre o que Nigel Farage presidente do UKIP - United Kingdom Independence Party, um homem e partido da Direita Eurocéptica, que  do que diz sobre outros também se lhe pode apontar, porém não é o assunto em destaque neste artigo.

O destaque vai para a sua intervanção no Parlamento Europeu e sobre as acusações aí proferidas e, disponibilizadas no Youtube que seguidamente aqui reproduzo:

 


Esta ambiente político e de crispação que se tem vindo a sentir no seio dos países da UE, não é de todo despropositado, à derrcada so sistema económico, segue-se a derrocada do sistema financeiro, em marcha digas-se de passagem e, por fim, a iminente derrocada do sistema social e democrático, muito bem aproveitados por partidos como UKIP populistas e de direita, muitos dos quais contribuintes da hecatombe que se dizem denunciar, mas, a par dessa dicotomia inversam, há, por mais que tentemos negar, um fundo de verdade, embora porém, devemos saber admitir como também não emploar estes partidos pretenciosos a fingir não srem co-responsáveis.

 

 

Todos nós sabemos no que isto vai dar, a continuar assim, é a própria UE que desaparece vergada sobre si mesma, isto é, quando em meio século se transferem poderes de soberania para uma união dita supranacional, mas cada vez mais controlada por um directório, algo que num milénio de história foi palco de imensas guerras, precisamente por causa da soberania, parece-me óbvio que, se por uma lado, há e continuará a existir relutância quanto à formação de uns Estados Unidos da Europa (e ainda bem), por outro lado, sabendo de antemão que caminhamos para um hegemonia alemã torna ainda maior essa relutância, duas guerras mundiais provocadas pela Alemanha num único século é manifestamente muito para despreocupar os demais países. Por outro lado, o R.U., jamais se interessará por esse modelo, que entra em conflito directo com a Commonwealth Britânica e o seu sistema de trocas decalcado do antigo Império Colonial Britânico (algo que Portugal infelizmente e por culpa própria não foi capaz de implementar om as Ex-Colónias, preferindo um espécie de CPLP onde se verga humilhantemente perante o Brasil).


A questão da moeda única, da ingerência dos EUA (não esqueçamos que o Euro é o principal concorrente do Dólar, como divisa de troca e de entesouramento, a Libra não tanto, como disse antes é uma moeda que evoluiu do seu estatuto anterior de moeda de sistema colonial), das Agências de Rating (americanas), da fraca participação democrática, da pressão dos países emergentes (que o são, não porque nós europeus sejamos menos competitivos, mas porque lá não existe a mesma protecção social) que por falta e vontade política e pelo Corporativismo Económico, impede a Europa de fechar as suas fronteiras enquanto garantam nesses países a mesma protecção do Estado Social e Estado Providência para connosco competir em pé de igualdade e respeito pelos direitos humanos, tudo isto somado e ainda a faltar questões como a NATO e como nos relacionamos económica e militarmente com outras culturas, tudo isso está a levar a Europa ao abismo.


A Europa passou de continente hegemónico no início do Século XX para no final da primeira metade desse século ser palco de fronteira entre dois blocos antagónicos, a culpa foi nossa (Europeus), e na alvorada do Século XXI preparamo-nos para liquidar o que resta do avanço cultural e civilizacional que ainda dispomos pelo abismo abaixo, uma vez mais por nossa culpa.

 

publicado por Virgilio Alves às 15:07 | comentar | favorito
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